Ao chegar em casa, Aninha foi atraída pelo cheirinho delicioso do jantar que sua mãe estava preparando na cozinha. Correu e abaixou a cabeça para olhar dentro do forno, bisbilhotando o que estava a assar. Era uma lagosta, que parecia super apetitosa.
    - Nossa, mãe! Jantar especial hoje?! – sorriu a menina – Que chique!
    - É, filha! Independente de qualquer coisa, estamos todos bem e isso é o que importa. – respondeu dona Jéssica enquanto preparava o acompanhamento.
    Aninha entrou em seu quarto e pôs-se a pensar. “Vale mesmo a pena ficar tão triste? Como disse a mamãe, estamos bem. Logo, a cena não é tão crítica como parecia ser. É lamentável ver que eles perderam a viagem que eles tanto aproveitariam juntos, é verdade, assim como eu também não poderei mais viajar com a Lulu e a Glorinha. Mas eu não deixarei isso me desanimar. Não mais.”
    Quanto mais Aninha olhava para o teto de seu quarto, as estrelinhas neon pareciam brilhar com mais intensidade, como se estivessem conversando com ela, por telepatia, respondendo para a garota que não havia mesmo com o que se preocupar.
    Ao olhar esticar o braço para o lado, Aninha catou os fones de ouvido e conectou em seu celular. “Ouvir o quê? Humm... One Of Us, na versão do Glee”. E ali ficou ela, pensativa, com um sorrisinho no rosto enquanto viajava ao som daquela música.
    Momentos depois, após um bom banho e de roupagem nova, Aninha dava os últimos retoques antes de se dirigir à sala de jantar. Enrolou então os fones de ouvido no seu aparelho, deixou sob a cama e nem sequer esperou o chamado da mãe. Saiu de seu quarto em direção à sala, quando de repente travou o corpo antes mesmo de revelar sua presença para os pais, que estavam conversando particularmente no local. Mesmo sabendo que não era nada ético fazer aquilo, Aninha teve sua atenção chamada pelas palavras do pai que vasculhava uns papéis enquanto falava com dona Jéssica.
    - São lamentáveis, todas essas contas... sem o meu emprego, não vai ser fácil. – dizia Haroldo enquanto guardava tudo em uma pasta.
    - Você pode até ter razão, querido, mas devemos saber contornar essa situação para que ela não chegue até nossos filhos e faça com que eles se preocupem. Eles ainda estão na escola... seria demais para eles, que já precisam se focar demais nos estudos. – respondia Jéssica.
    - É duro ter que dizer isso, mas é verdade. Infelizmente, teremos de esconder isso deles. – concordava Haroldo.
    Ao ouvir aquelas palavras, Aninha se sentiu chocada. Por alguns segundos lhe faltou fôlego. O sentimento que a garota teve no momento não poderia se expressar com palavras, devido à confusão que estava na sua mente. Os pensamentos ficaram todos embaralhados e ela deveria parar um pouco e tentar colocar tudo no lugar. Mas como? Jéssica estava colocando os pratos sobre a mesa quando Aninha passou por eles, mostrando-se contente, como na volta da escola.

    - Ér, mãe... pai... eu... preciso sair um pouquinho! É que eu esqueci meu caderno na casa da Lulu e... tenho umas anotações importantes lá. É rápido, ta? – Enquanto falava, já estava com o corpo todo do lado de fora da casa. – Jantarei quando voltar.
    - Filha, não... demore! – disse Jéssica, que se entreolhou com Haroldo, estranhando a reação da menina.
    - Deixa ela, amor. Se ela demorar é só ligar pro celular dela. Quem dera se no nosso tempo fosse assim, não é? – Haroldo abraçava a esposa e dava um selinho quando Careca apareceu.
    - Oba! Finalmente vou matar a fome!



- Postado por: Beagá às 22h12
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    O Shopping City sempre foi um dos locais mais badalados de Liberta, isso não era novidade. Além disso, era o cenário favorito de Alice, uma jovem que morava a pouco tempo na cidade e era muito rica. Também tinha como melhor amiga, Diana, que por sua vez, vivia em conflito com Luluzinha e suas amigas. Diana e Alice adoravam passar tardes fazendo compras. Para Alice, aquilo era como um hobby já que ela não tinha necessidade te ter tudo aquilo que comprava. Diana, por sua vez, ganhava muitos presentes, apenas por estar acompanhada da loirinha.
    - Ah! Que mágico! Cada vestido parece mais lindo que o outro, Alicinha! Sou tão feliz por você ser uma amiga tão legal assim! – dizia Diana, maravilhada com as sacolas.
    - Di, não precisa agradecer. Além de ser a única amiga que tenho por aqui, você também é a única pessoa com quem posso contar... de verdade. – Respondia Alice, um pouco melancólica.
    - Nossa! O que deu em você pra mudar o humor assim tão rápido, menina? Vamos, trate de abrir um sorrissão aí, vai! Você está cercada de garotas que dariam tudo para estar na sua pele! – Diana puxava Alice para dentro de mais uma loja.
    - Do que você está falando, Di? Dê-me um motivo pelo qual eu possa realmente sorrir de verdade, se é que isso existe. – Disse Alice.
    - Apenas um? Menina, além de rica, de estudar em uma escola freqüentada por filhos de pessoas importantíssimas, de ter roupas carérrimas e de usar cartões que parecem não ter limite, você é filha de um dos maiores empresários de Liberta. Eu, no seu lugar, estaria rindo à toa! – respondeu Diana, imaginando uma chuva de dinheiro.
    - Falando dessa maneira, Diana, parece que você não está cansada de me ouvir chorar por causa do meu pai. Preferiria não ter tanto assim e tê-lo mais próximo de mim do que esbanjar em aparência enquanto me falta algo que é bem mais importante do que tudo isso... a atenção. De que adianta ele me dar tanto dinheiro se o mais importante ele me falta? – respondeu Alice escondendo o rosto. – Me desculpe. Preciso ficar um pouco sozinha. – e partiu.
    Diana ficou sem reação, outra vez. Apesar de ser tão próxima de Alice, sempre que o clima ficava tenso, a única alternativa que a garota tinha, era esperar certo tempo até que tudo voltasse ao normal. No fundo, Diana se sentiu frustrada por não conseguir contornar a situação.



- Postado por: Beagá às 18h20
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    Faltavam alguns minutos pra aula começar. Glória e Lulu estavam sentadas próximo à cantina, vendo uma revista de celebridades enquanto aguardavam o sinal. Claro, se era pra se atualizar dos fatos, deveriam começar com os astros, assim pensava Glorinha, que sempre levava as fontes para compartilhar com as amigas. Não muito longe daqui, Aninha estava chegando, caminhando rumo à sala de aula abraçada em seus livros com o rosto abaixado. Passou por entre as duas, que aguardavam ouvir um super “Bom dia!” e ao invés disso, receberam apenas um “Oi” e mais nada. Aninha apenas seguiu em frente e não fez questão de esperar por suas amigas.
    Enquanto Lulu e Glória se entreolhavam e tentavam entender o que havia acontecido, um pouco distante, Aninha, prosseguiu seu trajeto sem olhar para trás.

    Lulu notou que sua amiga geek não estava em seu estado normal, já que não era comum ver Aninha melancólica ou algo do tipo. Além disso, naqueles dias, Aninha estava mesmo empolgada ao extremo por tudo o que estava acontecendo, sobre as viagens e férias. Independente de qualquer coisa, Lulu e Glorinha decidiram respeitar o espaço e as particularidades da amiga e esperar mais um pouco, antes de perguntarem qualquer coisa para ela a respeito de seu estado emocional, naquele momento.
    Na sala de aula não foi muito diferente. Enquanto o professor lecionava sua disciplina, Aninha parecia estar no mundo da lua. Estava mesmo preocupada com alguma coisa e aquilo parecia estar perturbando sua mente.
    - Percebeu que a Aninha está meio aérea hoje, Alvinho? – cochichava Bola ao seu amigo.
    - ‘Meio’? Ela está mesmo aqui na sala de aula? Parece até que ela está em outro planeta! – respondia o garoto, que em seguida, tirou uma brincadeirinha em voz alta - Teeeerra chamaaando Aniiinha! – com um timbre de extraterrestre após o professor repetir a mesma pergunta duas vezes à garota, que despertou de repente e pediu desculpas pela falta de atenção.
    Lulu mandou imediatamente um bilhete à Glorinha, que dizia “Vamos conversar com Aninha após a aula. Precisamos saber o que está havendo com ela”. E assim fizeram. No fim da aula, antes que todos saíssem da sala, as duas pediram a Aninha que ficasse por alguns minutos e compartilhasse com elas o que estava se passando.
    - Não é nada. Apenas meu pai perdeu o emprego noite passada e eu não poderei mais viajar com vocês. Só isso. Não é lá motivo pra eu me sentir mal, certo? Eu só preciso ficar um pouco sozinha. Desculpem-me. Logo isso vai passar, eu sei. – e então Aninha partiu, super fria.
    - Que barra. Eu imaginava que deveria ser algo relacionado com a família. – dizia Lulu, triste.
    - Pobre Aninha, isso tinha que acontecer justo agora? – completava Glorinha.
    Enquanto Aninha caminhava, em seu rosto escorreu uma lágrima seguida de um sussurro: “Me desculpem amigas”.



- Postado por: Beagá às 04h59
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    O jantar havia acontecido alguns instantes antes. Seu Haroldo havia saído de casa para conversar com seu chefe enquanto Dona Jéssica e Aninha estavam a sós em casa. Aninha já não sabia mais o que fazer, pois sempre que via a expressão no rosto da sua mãe, sentia um frio na barriga, como aqueles que sentimos quando estamos com medo de algo. É claro que a garota tentaria distraí-la de várias maneiras, e nisso Aninha é expert.
    “Mãe, veja só essa matéria interessante que achei nesse site de fofoca...”, “Mãe, que tal jogarmos na loteria? Se ganharmos, compraremos...”, “Ah! A senhora já viu que o Careca jogou café em pó no chão e empurrou pra baixo da geladeira?”. Não importa o que ela falasse, a resposta de Dona Jéssica era sempre “Poxa, que legal, filha!” – com exceção, claro, da história do café. Aí a reação foi outra, mas não demorou muito tempo, até que ela resolvesse o problema.
    E o tempo foi se passando até que ambas se viram sentadas na mesa de jantar. Aninha apoiava o queixo nos braços, que estavam cruzados sobre a mesa e Dona Jéssica passava a mão nos cabelos – isso era o sinal principal de que ela estava mesmo com a cabeça em outro lugar.
    - Ô mãe, não precisa ficar assim... – Aninha insistia de forma mais direta.
    - Ah, filha. Seu pai não chega logo e você sabe como eu sou.
    Até que, por fim, ouviram o trincar da fechadura abrindo. Todas voltaram seu rosto pra porta, mas ao invés de avistarem seu Haroldo, era Careca quem havia chegado. O irmão de Aninha sempre passava algumas horinhas extras na rua após as aulas. Na maioria delas, quando ele tinha ensaios com a banda de rock da qual ele faz parte.
    - Ai, que fome de matar! – foi a primeira fala do garoto ao entrar em casa, que foi recepcionado com uma vassoura por sua mãe.
    - Boa noite, filho. O seu jantar está no fogão, mas antes disso... Vá limpar o café que você empurrou pra baixo da geladeira! – Preocupações à parte, era praxe que ela não deixaria aquela história passar despercebida.
    Voltando da cozinha, Careca uniu-se as duas na mesa de jantar e logo questionou sobre a atmosfera que estava no local. Após Aninha explicar sobre o que havia ocorrido, sua mãe resolveu contar aos filhos:
    - Não sei por que, mas eu não estou com um bom pressentimento.
    E então, a espera havia chegado ao fim, pois a maçaneta da porta havia se enroscado outra vez. E foi então que o pai de Aninha apareceu. A aparência não se via, pois Haroldo havia abaixado o rosto e o clima no local ficou dobradamente pesado.
    - Família... estou de volta – foram as palavras que saíram. A voz daquele pai atingiu de cheio os corações de sua esposa e seus filhos. Jéssica, Aninha e Careca aguardaram Haroldo entrar, sem falar nada. A voz havia sumido. No fundo de seu subconsciente, a única coisa que Aninha conseguia pensar era:
    “Mamãe tinha mesmo razão. E eu odeio quando ela está certa a respeito de coisas como esta.”



- Postado por: Beagá às 02h07
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    Ao chegar em casa, Aninha foi recepcionada por sua mãe, Dona Jéssica, que pediu sua ajuda para arrumar a sala de jantar, mas a garota só fez resmungar, já que queria aproveitar mais seu tempo em seu quarto. Ela até faria o que a sua mãe havia lhe pedido, mas antes disso, ela precisava tirar o tênis, colocar sua mochila em cima da escrivaninha e se jogar na cama por alguns minutos. Ao olhar para seu teto, cheio e estrelas fluorescentes, a menina sonhou acordada por alguns instantes. Pensou nas roupas, nos acessórios e nos jogos que ela levaria na bagagem. Enquanto viajava em pensamentos, sua mãe bateu em sua porta.
    - Já estou indo mãe! – disse a menina enquanto trocava o uniforme – Mas bem que a senhora poderia pedir pro Careca fazer isso também. Trabalhos domésticos não são mais feitos apenas por meninas, os tempos mudaram!
    Enquanto Aninha ajudava Dona Jéssica com a mesa, seu pai chegou em casa depois de mais um dia de trabalho. Seu Haroldo deu um grande abraço nas duas. Ele era um super pai. Sempre muito amoroso e também muito compreensível. Em dias de folga, dedicava seu tempo total à família.Assim que terminaram de arrumar a mesa, Aninha voltou para seu quarto enquanto seus pais conversavam na sala. Era bem típico de eles fazerem isso toda noite. Dona Jéssica até comentou sobre ter notado a empolgação da filha ao falar nas próximas férias. “Ela fala disso o tempo todo! Se ela pudesse, deixaria até mesmo os afazeres de casa de lado só pra continuar arrumando uma bagagem imensa, quando na verdade ela precisará de apenas uma mochila!” – dizia a mãe de Aninha, deixando transparecer um sorrisinho no rosto.
    Momentos depois, o telefone da casa tocou. Seu Haroldo, que estava mais próximo, o atendeu e pôs-se a falar com alguém aparentemente conhecido. “Estarei aí em 20 minutos, no máximo! Peça pra ele me aguardar!” – disse, antes de desligar o telefone.
    - Quem era a essa hora, amor? – Questionava Jéssica, por estranhar o momento da ligação e por ver o marido aparentemente preocupado.
    - O gerente da empresa. Disse que nosso chefe quer ter uma conversa comigo e... que pra isso eu preciso encontrá-lo em seu escritório nesse exato momento. – vestia novamente o paletó, preparando-se para sair.
    - Mas... você precisa mesmo ir à essa hora? O que será que ele quer falar com você? – replicava Jéssica.
    - Não há dúvida de que seja algo sobre negócios, amor. Quem sabe ele queira até mesmo antecipar as nossas férias ou então aumentar meu salário, não é mesmo? – dizia Haroldo, enquanto dava um abraço confortante na esposa. E então saiu porta afora.
    De repente, Aninha surge, após ter ouvido parte da conversa. “Aumento? Oba! Papai vai aumentar a minha mesada também?”, foi o que disse ao se mostrar pra mãe, que fez bico e deu um puxão de orelha na filha por ficar ouvindo conversa alheia.
    - Mas mãe, pelo menos assim vocês não terão o trabalho de me dar as boas novas, certo? – Tentava disfarçar, usando a desculpa esfarrapada.
    - É, filha... espero mesmo que seja isso.
    Aninha, então, notou um olhar preocupado em sua mãe.



- Postado por: Beagá às 04h52
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    Era uma tarde como qualquer outra em que Lulu, Glória e Aninha voltavam para casa após um dia cansativo de aulas. Aliás, o ano letivo estava quase no fim. Aninha então estava mais elétrica do que nunca. O motivo disso tudo, ela contava às meninas:
    - Papai e mamãe finalmente me deixaram ir à viagem com vocês! Eu mal posso acreditar que passaremos boa parte das férias nos divertindo juntas naquele resort lindo! – dizia ela, empolgadíssima.
    - Nossa, Aninha! Mas o que deu neles de repente para mudarem de idéia tão rápido? – questionava Glória – Até semana passada eles ainda achavam que você deveria passar mais tempo em casa nessas férias.
    - Aí é que está o xis da questão, Gló! Meus não estarão em casa nessas férias. Meu pai ganhou uma super viagem de incentivo lá na empresa. O chefe dele é muito bacana, meu pai sempre diz que teve sorte em encontrar um patrão como ele. – Aninha replicou, toda feliz.

    Lulu e Glória ficaram super animadas com a notícia. Aninha sempre fora uma amiga para todas as horas e adorava ficar na companhia delas. Mesmo sendo uma geek, ela sabia conciliar os amigos e seu inseparável notebook, de qual ela não abria mão por nada.

    As meninas se despediram logo mais adiante. Aninha estava mesmo tão empolgada que preferiu correr para casa e começar a se programar, embora ainda faltasse um mês para o início das férias. Tanta empolgação pelas ruas acabou lhe provocando um pequeno acidente, pois, ao passar por uma esquina toda feliz e saltitante, Aninha acabou se esbarrando e derrubando uma garota aparentemente de sua idade. Ambas foram ao chão. Sacolas de compras do Shopping City se espalharam, e Aninha pôs-se a recolhê-las para entregar à jovem, seguindo de pedidos de desculpas.
   O que Aninha não esperava é que aquela garota de cabelos curtos, loiros e de aparência angelical estivesse na companhia de ninguém menos que Diana – aquela que vive declarando guerra às suas amigas. E eis que a sua arquiinimiga soltou a voz enquanto ajudava sua amiga a levantar do chão:
    - Ora, ora se não é a rata dos computadores! Deverias tomar mais cuidado e prestar mais atenção por onde andas! Você nunca sabe quem pode acabar atropelando com essa displicência toda. – Diana parecia mesmo brava ao falar tudo aquilo para Aninha. E continuou – Você tem noção de que eu não vou deixar isso barato, não é mesmo? Se prepare, Aninha... se prepare! Terás troco!
    Aninha ouviu tudo aquilo sem discutir. Ela sabia que a Diana é o tipo de pessoa que adora dar vexame por qualquer coisa. Pra dizer a verdade, Aninha mal prestou atenção no que ela dizia. O que mais passava em sua cabeça naquele momento era “Quem é essa garota que eu nunca vi antes aqui em Liberta? O que ela faz andando com a Diana?”. Após isso, as duas garotas prosseguiram seu caminho enquanto Aninha pegou o rumo oposto, em direção à sua casa, onde se preparava para dar continuidade nos seus planejamentos.



- Postado por: Beagá às 00h27
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Aninha nos olhava como quem estava prestes a gritar por ajuda. Que ela estava nos escondendo um grande segredo, era óbvio. Infelizmente, nós tínhamos as nossas suspeitas baseadas em fatos e elas não eram nada boas. Bastava ver aquelas olheiras, aqueles curativos nas pontas dos dedos ou aquela expressão pálida da nossa amiga para notarmos que ela não estava bem. Só nos restava permanecer no mesmo lugar e esperar ouvir de seus próprios lábios, o que realmente estava acontecendo.
Mas outra vez, ela se assustou e passou correndo por entre nós.



- Postado por: Beagá às 00h03
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Aninha Fora da Linha foi um projeto elaborado em Fevereiro de 2010, como sendo um fanzine que seria dividido em dois volumes. A idéia de criar uma HQ com uma temática mais séria, montada através de sugestões de leitores participantes da Comunidade Oficial da Luluzinha Teen no Orkut foi colocada em prática, com a estréia do seu primeiro volume, no dia 11 de Março do mesmo ano.
A repercursão foi maior do que a esperada. Os elogios e as críticas vieram com tudo. O fato de se ter um gibi amador na internet fez com que uma parceria para outro projeto ilustrado pintasse naquele mesmo período, com o fanzine É Hora do Show, proposto pelo staff da Ediouro. Com isso, o volume dois ficou engavetado por algum tempo.

Um ano após o lançamento da primeira parte da história, me veio a idéia de relançar tudo, seguido dos capítulos inéditos, em versão Fanfic Ilustrada. E será aqui nesse palco que teremos uma nova visão do que já foi colocado em prática, em uma dissertação mais aprofundada, com imagens e detalhes nas entrelinhas que farão de Aninha Fora da Linha, um fanfic mais especial ainda para todos os leitores.

Então não perca. Nesta Segunda, dia 09/05 teremos o Prefácio + Capítulo 1, revelados.

Até lá.



- Postado por: Beagá às 20h34
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